As últimas semanas me desanimaram um bocado para falar de futebol.
Ainda mais do São Paulo, que tem tudo para ser tricampeão brasileiro, conquistando seu sexto título.
Mas no último dia 10, por força do meu trabalho, fui conferir a inauguração de mais uma das chamadas lojas SAO, esta no Shopping Center Norte, em São Paulo.
Essas lojas são pontos de venda da Reebok exclusivos da marca São Paulo F. C.
E que diabos um palmeirense de quatro costados como eu fazia lá?
Essas lojas têm em comum um painel desenhado por mim que homenageia o grande Telê Santana. O painel tem o formato aproximado das colunas de sustentação do estádio do Morumbi, chamadas Gigantes.
O modelo do painel é o que você vê acima. De acordo com o tamanho de cada loja, o número de desenhos e a disposição pode variar um pouco.
Abaixo, três fotos tiradas na inauguração. Duas delas dão idéia de como ficou o painel. Na outra, estou ao lado da Didi, gerente da Reebok , e do Renê Santana, filho do Telê, que disse ter-se emocionado com a homenagem.
O pai dele ficou muito identificado com o São Paulo, mas fez um belo trabalho no meu time, em 1979/1980. Infelizmente não foi campeão, mas ficou marcado na memória dos palmeirenses.
E, por falar em Palmeiras, há uma entrevista minha no blog O Chiqueiro, dos meu amigos virtuais Bruno Venâncio e André Marangoni, com direito a uma simpática caricatura minha feita pelo Bruno.
É um blog de cartuns sobre o Palmeiras, e eles inauguram comigo uma seção de entrevistas.
Achei legal ter participado, mas confesso que não gosto muito do nome do blog. Não me agrada essa história de porco. Sou mais antigo, do tempo do periquito.
Sugiro aos colegas que troquem o nome para O Poleiro.
Estou de volta das férias, e muito feliz pela marca que este blog alcançou nesse período.
Nesta semana, o blog recebeu sua milionésima visita, a menos de dois meses de completar 4 anos.
Esse número certamente há de fazer com que eu volte a dedicar a este espaço a atenção devida.
Pela minha dificuldade pessoal de organização, tenho atualizado as postagens num intervalo cada vez maior, e, pior, há muito perdi o fio da meada e não tenho conseguido mais responder aos comentários.
Lamentavelmente, acredito que isso tem afastado alguns visitantes cativos deste espaço.
Peço desculpas pelo mau jeito, e reitero meu agradecimento a todos os que dedicam partes preciosas de seu tempo a ver o que há de novo por aqui.
Em tempo, essa cianótica caricatura do Roberto Carlos é quase inédita.
Digo quase, porque a publiquei recentemente na capa do JT, mas num tamanho tão reduzido que talvez tenha passado despercebida.
Foi feita há mais de 10 anos, e dormiu na gaveta por todo esse tempo.
No último dia 27 de setembro, o Estadão publicou um caderno especial pelos 100 anos da morte do grande escritor brasileiro Machado de Assis.
O editor João Luís Sampaio me propôs um desafio interessante: desenhar como seriam seis dos principais personagens machadianos, tal como eu os imagino.
São eles: Bentinho, Capitu, Quincas Borba, Helena, Aires e Brás Cubas.
Confesso que, de Machado, só li Dom Casmurro, uns dois anos atrás.
Pesquisei críticas, análises, resenhas e trechos dos livros para buscar alguma descrição que me permitisse compor-lhes as imagens.
O resultado é este, e foi publicado na contracapa do caderno.
Não são caricaturas, mas foi um exercício interessante.
Mais ou menos na metade deste ano, fui convidado pelo artista plástico Wilson Iguti para participar do projeto Japão Brasil Parade, em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.
A brincadeira era pintar um boneco em branco de um japonesinho da maneira que eu quisesse.
Vários outros artistas participaram, cada um pintando da sua forma.
Como eu não saberia como pintar o boneco em tamanho grande (não é bem a minha especialidade), fiz o desenho e mandei para o Iguti pintar.
Veja o resultado:
Não é uma coisa propriamente original, mas, como ninguém tinha feito igual, ficou valendo.
Os bonecos ficaram expostos por mais de um mês em vários pontos da cidade de São Paulo. O meu ficou na Paulista, em frente ao prédio da Gazeta.
(Legal, pois passei uma parte importante da minha vida lá: estudei na Cásper Líbero e trabalhei na TV Gazeta.)
Veja esta matéria sobre o projeto feita para o programa A Noite é uma Criança, da Band, e entenda melhor.
(Opa, é a primeira vez que aparece um vídeo neste blog!)
Bem, o grande barato do projeto é que os bonecos vão ser leiloados em favor de várias instituições de apoio a crianças.
E o leilão acontece no domingo pela manhã, no Shopping D&D, em São Paulo.
Esta é a capa do caderno Link do Estadão de hoje. Aliás, meia capa, porque a metade de baixo é um anúncio, que aqui não vem ao caso.
Matéria sobre os projetos dos candidatos à Prefeitura paulistana na área da informática.
Na semana passada, recebi mais um presente do artista belenense Afonso Lima.
Ele já havia feito uma estatueta da minha figura (veja postagem de 31/03/2008).
Agora fez outra, desta vez da Clarinha, minha filha.
Agradeço a ele mais uma vez pela gentileza.
Repetindo aqui o que disse na outra postagem: quem se interessar pelo trabalho dele, pode entrar em contato pelo e-mail afonso.ctb@formosanet.com.br, ou pelo telefone (91) 9192-0617.
Esta foi a caricatura que mandei para o Salão de Piracicaba neste ano.
Fiz o esboço no mesmo dia em que fiz o do Pedro Cardoso, quando estava escolhendo um personagem para o Salão Carioca.
Acertadamente, escolhi o do Pedro, que acabou ganhando primeiro lugar em caricatura.
Guardei o do Lázaro para uma outra oportunidade, que não seria o Salão de Piracicaba.
Para este, fiz um outro personagem, cujo desenho, depois de pronto, resolvi mandar para um outro salão, na Espanha.
Diante disso, o Lázaro acabou indo para Piracicaba, onde foi selecionado e está exposto até 12 de outubro.
Vale a pena visitar Piracicaba, não só pela mostra competitiva, mas também pelas exposições paralelas da programação.
Dentre elas, destaco as incríveis exposições desses dois gênios que são Orlando e Spacca.
A pretexto de comemorar os 30 anos de seu primeiro desenho publicado, Orlando mostra desenhos de várias fases da sua carreira, com ênfase nos mais recentes, feitos de maneira espontânea e totalmente desvinculados de clientes e prazos.
A exposição do Spacca é um “making of” do livro D. João Carioca, saga em quadrinhos da corte portuguesa no Brasil. Lado a lado, você vê os estudos, as páginas desenhadas a lápis e as artes finais, o que dá uma ampla noção do processo de criação.
Duas aulas de desenho gratuitas e imperdíveis.
Por falar em esboços, agradeço ao pessoal que sugeriu que eu postasse mais esboços neste espaço.
Gosto da idéia, mas preciso de algum tempo para escolher o material e digitalizar.
Em breve, vocês verão mais alguns esboços por aqui.